quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A mãezona

Tento sempre fazer as pessoas a minha volta se sentirem melhores, mesmo que eu esteja sangrando por dentro. Gosto muito de escutar e dar conselhos, e me sinto bem fazendo isso. Mas como todo mundo também gosto de ser ouvida. Gosto que alguém se preocupe comigo de vez em quando, mesmo que pareça que eu não ligue.
Eu sei que erro muito. Mas quero saber dos meus erros pra poder consertá-los. Mas as pessoas não me dizem, acho que têm medo de mim, e se dizem me machucam, pois não sabem usar as palavras certas.
O meu problema é me preocupar demais com os outros. Mesmo fazendo cagadas com a minha vida, tento cuidar de quem eu gosto, pois não quero vê-los mal. Mas eu ainda não aprendi que existem pessoas que precisam cair do cavalo pra se tocar. Precisam sofrer. Mas deixar isso acontecer me dói muito.
E é aí que acontece. Me magôo. Mas a culpa é minha, eu sei.
Sempre ouvimos que devemos cuidar de nossas próprias vidas não é... acho que preciso levar isso ao pé da letra.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O luto.

Nós aprendemos a combater a morte. Mas não aprendemos a continuar vivendo.
O dicionário define luto como um sofrimento mental ou stress por aflição ou perda. Sofrimento agudo, arrependimento doloroso. Mas na vida, definições estritas raramente são válidas. Na vida, o luto pode ser várias coisas que atenuem o sofrimento, ou não.
E assim se permanece vivo. Quando dói tanto que não se consegue respirar. É assim que você sobrevive. Lembrando-se desse dia, de alguma forma, impossivelmente, não se sentirá assim. Não vai doer tanto.
O luto vem em seu próprio tempo para todos. À sua própria maneira. A parte ruim, a pior parte do luto, é que não se pode controlá-lo. O melhor que podemos fazer é nos permitir senti-lo quando ele vem. E deixar pra lá quando podemos. Mas no momento que você acha que o superou, começa tudo de novo. E sempre, toda vez, ele tira seu fôlego.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Quando coisas tristes e inesperadas acontecem, você faz essa coisa, sabe, você para de fazer planos. Porque você tinha planos e aí acontece tudo isso e seus planos desaparecem. Então você só... eu tento só ir do dia até a noite, é o máximo de futuro com que consigo lidar. E tenho estado bem com isso. Mas agora aqui, olhando pra você... droga, tenho todos os tipos de planos!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Devaneios de uma infância adulta


Eu tive um brinquedo... com o qual brinquei, me distrai, me diverti e gostei. É, gostei demais. Mas não devia, pois o brinquedo não era meu. Por que desde pequena, os brinquedos das minhas amigas eram tão mais divertidos que os meus? Por que não ficar em casa com meus brinquedos ao invés de ir na casa da vizinha me divertir com aqueles brinquedos que eu não poderia ter? E pior, apenas por alguns momentos? No caso de uma amiga mais chegada você poderia até pegar o brinquedo dela emprestado, mas as condições eram rigorosas.
Hoje vejo que essas coisas continuam as mesmas, apenas algumas coisas mudaram: a criança cresceu, o brinquedo não é mais o mesmo e você não pega mais ele emprestado de uma "amiga". Quase sempre ela se torna sua inimiga, porque pegar o brinquedo dos outros nessa idade é uma coisa feia. E ela não gosta. E o que você faz, se VOCÊ gosta dele?? E você nem pode fazer uma moral dizendo por aí que ele é seu, porque hoje as coisas tem que ser feitas às escondidas, e acredite, você não se gabaria com isso. E o pior de tudo é que o brinquedo dos outros continua mais interessante, é sempre melhor brincar com ele, você vai se divertir muito mais, mas no final da brincadeira você tem que devolvê-lo pra dona. E sem reclamar. E sabe-se lá quando você verá ele denovo, talvez daqui há muito tempo... talvez durante pouco tempo, ou quem sabe, nunca mais... E a vida vai ter que continuar, os conflitos da infância permanecerão os mesmos, porém muito mais duros. E aí dói. Dói demais perceber que você cresceu.