terça-feira, 5 de agosto de 2008

A gente...



E a gente vai e bate a cabeça, uma, duas, tantas vezes. A gente gosta, ama, odeia, desiste e continua. E no fim de cada paixão a gente cansa, promete, teme, chora. Jura que nunca mais sente aquilo de novo. Que não dá, que é difícil. A gente sabe que não dá e foge pro escuro.A gente chuta o cachorro e fica de mal com o mundo. A gente pede a Deus ajuda e um colo seguro. A gente se arrepende do que fez e do que não disse. E vem a vontade de ter amado do jeito certo.
Mas numa hora qualquer, o peito é cortado por um aperto, um sufoco e tantos desejos. E a gente não tem culpa. Rinocerontes dançam tango no nosso estômago. A gente se vê em pausas bobas, pensando loucuras e criando universos. E a gente se desespera, se embriaga, se esquece. A gente não dorme e de vez em quando também chora. A gente ganha o dia e perde as horas. A gente pára e pensa, e não pensa, e só quer o abraço mais apertado. A gente se chateia por bobagens, se magoa, se angustia e não quer mais. A gente sente o cheiro e se derrete. A gente trava guerras por ciúmes e da mesma forma que se apaixona, faz inimigos sem motivo. A gente ama um sorriso, uma letra, um trecho da vida, o dedinho torto do pé e o corpo todo. E aí uma eternidade de palavras já não é mais suficiente pra se dizer o quanto gosta...

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