Segundo Platão, no início da criação, os homens e mulheres não eram como são hoje; havia apenas um ser, que era baixo, com um corpo e um pescoço, mas sua cabeça tinha duas faces, cada uma olhando para uma direção. Era como se duas criaturas estivessem grudadas pelas costas, com dois sexos opostos, quatro pernas, quatro braços.
Os deuses gregos, porém, eram ciumentos, e viram que uma criatura que tinha quatro braços trabalhava mais e as suas duas faces opostas estavam sempre vigilantes e ela não podia ser atacada por traição, as quatro pernas não exigiam dela tanto esforço para ficar em pé ou andar por longos períodos. E o que era mais perigoso: a tal criatura tinha dois sexos diferentes, não precisava de ninguém mais para continuar se reproduzindo na terra.
Então Zeus, o supremo senhor do Olimpo, disse: “Tenho um plano para fazer com que estes mortais percam sua força.”
E, com um raio, cortou esta criatura em dois, criando o homem e a mulher. Isso aumentou muito a população do mundo, e ao mesmo tempo desorientou e enfraqueceu os que nela habitavam – porque agora tinham de buscar de novo sua parte perdida, abraçá-la de novo, e nesse abraço recuperar a força antiga, a capacidade de evitar a traição, a resistência para andar longos períodos e agüentar o trabalho cansativo. O abraço em que os dois corpos se confundem de novo em um, nós chamamos de sexo.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
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